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EM DEFESA DA FÉ
Fábio Ferreira de Souza
Primeiro ano de Teologia
Diocese de Luziânia
No caminho percorrido pelos grandes apologetas podemos aprender a defender a nossa fé diante dos ataques, tanto das correntes filosóficas que não contribuem para o crescimento do homem, tanto das correntes religiosas que tentam enganar as pessoas e ofuscar o sentido da verdadeira fé.
Um modelo de apologia dos primeiros séculos do cristianismo foi Arístides de Atenas. Num contexto em que os cristãos estavam sofrendo várias perseguições, quer sangrentas, quer verbais, sendo caluniados e difamados. Nesse contexto a religião cristã ainda era insignificante no quadro do Império Romano. Aristides não se cala e ao contrário dos que acusam o cristianismo, ele quer mostrar a grandeza e sublimidade dele em relação às outras religiões.
Ele escreve ao rei afirmando que o Deus ao qual todos necessitamos é aquele que mantém a ordem do cosmos e é imutável. E deixa claro que há três tipos de homens, os adoradores dos deuses, os judeus e os cristãos. Neste sentido, ele faz uma crítica à idolatria entre os caldeus, gregos e egípcios. Quanto aos judeus, afirma que eles adoram a um só Deus, mas não tem conhecimento completo, pois negam a Cristo.
A mensagem cristã é definitiva e valida para todos os tempos e todos os povos, porque ela não contradiz aos anseios do homem, mas, ao contrário, os conduz para sua finalidade última que está baseada na personalidade humana enquanto tal, ou seja, o cristianismo é mensagem divino-humana.
Tanto no tempo de Aristides quanto em nosso tempo é preciso desenvolver raciocínios e argumentos lógicos em favor da mensagem cristã e em defesa dos cristãos, não só quando estes sofrem ataques horríveis, mas também quando a mensagem cristã é aceita pacificamente, visando o não esfriamento da fé e da caridade das comunidades.
Também em nosso tempo é necessário defender a fé. Assim como naquela época os gregos introduziram deuses, que sendo piores que os homens, tornavam justos, com base na sua divindade, todos os comportamentos viciosos. Hoje também, o homem introduz doutrinas, pelas quais, procura justificar seu comportamento diante da sociedade e dele mesmo, como é o caso do relativismo moral. Com base nesse argumento ele afirma que não há um princípio fundamental e necessário que guie todas as ações humanas.
Enfim, acredito que o cristianismo é a doutrina da verdade capaz de libertar o nosso povo da escravidão moderna, que nos atinge de tantos modos. Esta doutrina deve ser anunciada com veemência, pois aqueles que a conhecerem e verem as respostas que o cristianismo dá à questões da existência mesma, não se contentarão com qualquer resposta medíocre, porque ao conhecerem a verdade serão libertos.
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