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DOMINGO, 25º DO TEMPO COMUM (18/09/2005)

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DOMINGO, 33º DO TEMPO COMUM (13/11/2005)


PRIMEIRA LEITURA
(Prov 31,10…31)

Comentário:

Escutamos aqui as ultimas palavras do livro dos provérbios: um elogio à mulher. A leitura compreende só, uma pequena parte deste poema que finaliza o livro e que faz uma descrição da mulher ideal. A expressão “mulher forte” do primeiro versículo quer dizer “mulher de valor”: aquela que um homem deve esposar se ele quer ser feliz. Mas o que tem ela de extraordinário? Nada justamente: ela é trabalhadora, é fiel e consagrada a seu marido e à casa, sem esquecer de ajudar aos pobres e aos infelizes. Eis, diz o autor, o “segredo da felicidade”. Ele chama isso sabedoria, a arte de viver.

Mas, Israel está convencido de uma coisa: O segredo da felicidade só Deus pode ensiná-lo; Ele está feito das coisas humildes e modestas da nossa vida de todos os dias. Interessante que o livro dos Provérbios começa com nove capítulos que são um convite para cultivar a virtude da sabedoria, a arte de dirigir sua vida; e na outra extremidade, este livro conclui com este poema à mulher ideal, exemplo indiscutível daquela que dirige bem a sua vida. A lição é que uma mulher assim da a todos os que estão ao lado dela a única coisa que Deus sonha oferecer a humanidade: a felicidade.

RESPONSÓRIO
(Sl 127 [128])

Comentário:

A palavra “Feliz” que aqui aparece em múltiplas ocasiões e uma motivação feita para animar os fieis a continuar a marcha, a ir em frente. Pode ser traduzida esta palavra por “em marcha”... Entendendo assim “vocês estão no bom caminho, animo! Este é o sentido das bem-aventuranças; Todas estas afirmações não são mais que palavras de animo. Elas confirmam a boa orientação que segue a nossa vida”.

O que mais surpreende nestes versículos é a aparição da palavra “temor” associada a felicidade: “Feliz es tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos”; O temor do Senhor comporta aqui dois aspectos: a força e a ternura. O homem bíblico tomou tempo para descobrir que Deus é amor; mas desde que ele compreendeu esta verdade, não teve mais medo. O povo de Israel teve o privilegio de perceber ao mesmo tempo a grandeza de Deus que nos ultrapassa infinitamente, e a proximidade, a ternura deste mesmo Deus que se faz próximo.

SEGUNDA LEITURA
(1 Tes 5,1-6)

Comentário:

A grande preocupação dos Tessalonicenses, no momento em que Paulo escreve esta primeira carta é a vinda do Senhor. Paulo não fala aqui da volta do Senhor, ele fala da sua vinda. Ele é invisível, mas não ausente; Os primeiros cristãos falam mais da vinda do Senhor ou do dia do Senhor. Eles vivem nesta espera, assim como Paulo mesmo vivia orientado todo para este dia; Ao falar Paulo utiliza um vocabulário e um gênero literário um pouco surpreendente para nós; mas muito familiar para os leitores do século primeiro. Trata-se do gênero apocalíptico. O objetivo deste modo de discurso é duplo: primeiramente ele busca confortar a fé dos leitores porque nada possa desanimá-los, seja qual for a duração desta espera; para logo depois lhes motivar a ter a audácia de dar testemunho da sua fé diante do mundo, mesmo no caso da perseguição;

Porque então nenhuma pessoa pode conhecer ou prever o momento exato da vinda do Senhor? Temos aqui pelo menos dois razões:

Primeira razão: o tempo pertence a Deus e Jesus mesmo o reconhece ao confessar que nem ele pode sabê-lo. Ele faz confiança a seu Pai, na hora extrema do Getsemani, quando o combate entre a luz e as trevas, entre o amor e o ódio é no seu paroxismo! Ele faz confiança e nós não podemos fazer menos.

Segunda razão: São Pedro nos diz que este tempo depende também de nós. Esta verdade da as nossas vidas um sentido. Elas são a matéria prima do Reino de Deus. Deus não o realiza sem contar conosco. Pura coincidência pode ser, mas é justamente depois desta segunda leitura que iremos entender melhor a parábola dos talentos que se proclama hoje no evangelho e que nos confirma como Deus confia em nós no momento de construir seu Reino.

EVANGELHO
(Mt 25,14-30)

Comentário:

Deus confia em nós. Ele nos associa aos seus assuntos, quer dizer ao seu Reino, cada um segundo as suas capacidades. Esta expressão é seguramente usada com o fim de darmos confiança. Não se trata de jogar as culpas sobre nós, daquilo que não pudemos fazer. O mestre não entra nos detalhes das contas com os dos primeiros servos, ele constata simplesmente o fato que eles entraram no seu projeto e que este está em marcha. Por isto eles são reconhecidos como bons. Esta é a única coisa que ele nos pede, fazer o pouco que nos corresponde pela construção do Reino.

Esta confiança vá longe: o mestre espera que seus servidores tomem a iniciativa, corram riscos durante sua ausência. Foi isto que fizeram os dois primeiros servos. Se eles conseguiram dobrar a suma, foi porque eles ousaram correr o risco de perder. Enquanto o terceiro não arriscou de perder. Este foi prudente e não os outros, mas são precisamente os outros aqueles que são reconhecidos. Diante desta confiança do mestre, encontram-se duas atitudes: a primeira consiste em reconhecer a confiança dada e a responsabilidade que dela provem, esforçando-se assim, portanto em merecê-la; a segunda atitude é aquela do ultimo servidor: o mestre confia, mas o servidor não vê que seja da confiança. Ele não a interpreta assim porque tem medo deste mestre que ele considera como exigente. Ele acredita ter cumprido todo, julga então o patrão e decide que ele não merece de ser servido. A desconfiança deste terceiro servidor é tão injusta que o mestre toma o cuidado de responder-lhe em proporção ao esforço feito.

No momento em que Jesus se prepara para afrontar a morte e para confiar aos discípulos a sua obra, a lição é clara: mesmo que a sua volta se faça esperar, os discípulos de todos os tempos terão que administrar o tesouro da Palavra de Deus. Eles terão que aprender a tomar as iniciativas necessárias porque este tesouro se multiplique.