DOMINGO, 25º DO TEMPO COMUM
(18/09/2005)
DOMINGO,
26º DO TEMPO COMUM (25/09/2005)
DOMINGO,
27º DO TEMPO COMUM (02/10/2005)
DOMINGO,
28º DO TEMPO COMUM (09/10/2005)
DOMINGO,
29º DO TEMPO COMUM (16/10/2005)
DOMINGO,
30º DO TEMPO COMUM (23/10/2005)
DOMINGO,
31º DO TEMPO COMUM (30/10/2005)
DOMINGO,
33º DO TEMPO COMUM (13/11/2005)
PRIMEIRA LEITURA
(Prov 31,10…31)
Comentário:
Escutamos
aqui as ultimas palavras do livro dos provérbios: um elogio
à mulher. A leitura compreende só, uma pequena parte
deste poema que finaliza o livro e que faz uma descrição
da mulher ideal. A expressão “mulher forte”
do primeiro versículo quer dizer “mulher de valor”:
aquela que um homem deve esposar se ele quer ser feliz. Mas o
que tem ela de extraordinário? Nada justamente: ela é
trabalhadora, é fiel e consagrada a seu marido e à
casa, sem esquecer de ajudar aos pobres e aos infelizes. Eis,
diz o autor, o “segredo da felicidade”. Ele chama
isso sabedoria, a arte de viver.
Mas,
Israel está convencido de uma coisa: O segredo da felicidade
só Deus pode ensiná-lo; Ele está feito das
coisas humildes e modestas da nossa vida de todos os dias. Interessante
que o livro dos Provérbios começa com nove capítulos
que são um convite para cultivar a virtude da sabedoria,
a arte de dirigir sua vida; e na outra extremidade, este livro
conclui com este poema à mulher ideal, exemplo indiscutível
daquela que dirige bem a sua vida. A lição é
que uma mulher assim da a todos os que estão ao lado dela
a única coisa que Deus sonha oferecer a humanidade: a felicidade.
RESPONSÓRIO
(Sl 127 [128])
Comentário:
A
palavra “Feliz” que aqui aparece em múltiplas
ocasiões e uma motivação feita para animar
os fieis a continuar a marcha, a ir em frente. Pode ser traduzida
esta palavra por “em marcha”... Entendendo assim “vocês
estão no bom caminho, animo! Este é o sentido das
bem-aventuranças; Todas estas afirmações
não são mais que palavras de animo. Elas confirmam
a boa orientação que segue a nossa vida”.
O
que mais surpreende nestes versículos é a aparição
da palavra “temor” associada a felicidade: “Feliz
es tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos”; O temor
do Senhor comporta aqui dois aspectos: a força e a ternura.
O homem bíblico tomou tempo para descobrir que Deus é
amor; mas desde que ele compreendeu esta verdade, não teve
mais medo. O povo de Israel teve o privilegio de perceber ao mesmo
tempo a grandeza de Deus que nos ultrapassa infinitamente, e a
proximidade, a ternura deste mesmo Deus que se faz próximo.
SEGUNDA
LEITURA
(1 Tes 5,1-6)
Comentário:
A grande preocupação
dos Tessalonicenses, no momento em que Paulo escreve esta primeira
carta é a vinda do Senhor. Paulo não fala aqui da
volta do Senhor, ele fala da sua vinda. Ele é invisível,
mas não ausente; Os primeiros cristãos falam mais
da vinda do Senhor ou do dia do Senhor. Eles vivem nesta espera,
assim como Paulo mesmo vivia orientado todo para este dia; Ao
falar Paulo utiliza um vocabulário e um gênero literário
um pouco surpreendente para nós; mas muito familiar para
os leitores do século primeiro. Trata-se do gênero
apocalíptico. O objetivo deste modo de discurso é
duplo: primeiramente ele busca confortar a fé dos leitores
porque nada possa desanimá-los, seja qual for a duração
desta espera; para logo depois lhes motivar a ter a audácia
de dar testemunho da sua fé diante do mundo, mesmo no caso
da perseguição;
Porque então nenhuma pessoa
pode conhecer ou prever o momento exato da vinda do Senhor? Temos
aqui pelo menos dois razões:
Primeira razão: o tempo
pertence a Deus e Jesus mesmo o reconhece ao confessar que nem
ele pode sabê-lo. Ele faz confiança a seu Pai, na
hora extrema do Getsemani, quando o combate entre a luz e as trevas,
entre o amor e o ódio é no seu paroxismo! Ele faz
confiança e nós não podemos fazer menos.
Segunda razão: São
Pedro nos diz que este tempo depende também de nós.
Esta verdade da as nossas vidas um sentido. Elas são a
matéria prima do Reino de Deus. Deus não o realiza
sem contar conosco. Pura coincidência pode ser, mas é
justamente depois desta segunda leitura que iremos entender melhor
a parábola dos talentos que se proclama hoje no evangelho
e que nos confirma como Deus confia em nós no momento de
construir seu Reino.
EVANGELHO
(Mt 25,14-30)
Comentário:
Deus confia em nós. Ele
nos associa aos seus assuntos, quer dizer ao seu Reino, cada um
segundo as suas capacidades. Esta expressão é seguramente
usada com o fim de darmos confiança. Não se trata
de jogar as culpas sobre nós, daquilo que não pudemos
fazer. O mestre não entra nos detalhes das contas com os
dos primeiros servos, ele constata simplesmente o fato que eles
entraram no seu projeto e que este está em marcha. Por
isto eles são reconhecidos como bons. Esta é a única
coisa que ele nos pede, fazer o pouco que nos corresponde pela
construção do Reino.
Esta confiança vá
longe: o mestre espera que seus servidores tomem a iniciativa,
corram riscos durante sua ausência. Foi isto que fizeram
os dois primeiros servos. Se eles conseguiram dobrar a suma, foi
porque eles ousaram correr o risco de perder. Enquanto o terceiro
não arriscou de perder. Este foi prudente e não
os outros, mas são precisamente os outros aqueles que são
reconhecidos. Diante desta confiança do mestre, encontram-se
duas atitudes: a primeira consiste em reconhecer a confiança
dada e a responsabilidade que dela provem, esforçando-se
assim, portanto em merecê-la; a segunda atitude é
aquela do ultimo servidor: o mestre confia, mas o servidor não
vê que seja da confiança. Ele não a interpreta
assim porque tem medo deste mestre que ele considera como exigente.
Ele acredita ter cumprido todo, julga então o patrão
e decide que ele não merece de ser servido. A desconfiança
deste terceiro servidor é tão injusta que o mestre
toma o cuidado de responder-lhe em proporção ao
esforço feito.
No
momento em que Jesus se prepara para afrontar a morte e para confiar
aos discípulos a sua obra, a lição é
clara: mesmo que a sua volta se faça esperar, os discípulos
de todos os tempos terão que administrar o tesouro da Palavra
de Deus. Eles terão que aprender a tomar as iniciativas
necessárias porque este tesouro se multiplique.